
Eu sempre gostei de falar sobre a loucura, minha e alheia. É um assunto que me consome. Amo excentricidades. Tenho até um pouco de orgulho das minhas (quando não tenho vergonha! hahahaha). Eu acho que é a loucura particular de uma pessoa que a define, que a torna especial, que a torna única entre tantas outras.
Eu quando penso em um amigo ou conhecido, logo lembro daquela mania esquisita que o fulano tem e que tanto me irrita e/ou me diverte.
Minhas loucuras se manifestam em compulsões, obsessões, paranóias, fantasias e algumas alucinações. rs
Não sei de terminologias nem dos conceitos apropriados. Tenho algumas noções aprendidas em milhares de sessões de terapia (que às vezes duvido se surtiram algum efeito), mas me divirto apenas observando, ainda que não esteja correta em minhas colocações.
Em se tratando de maluquices, já experienciei e vi muita coisa nessa vida...
Eu, por exemplo, nunca durmo sozinha de luz apagada. É um horror. É apagar a luz e calafrios me percorrem o corpo e fico absolutamente tensa. Tenho conversas internas que me deixam absolutamente perturbada e a única forma de “desligá-las” é acendendo a luz. Acho que espíritos (ou almas penadas, como preferirem) vão se materializar na minha frente para uma conversa. Sem contar a sensação de que a minha cama vai ser tomada por micromosquitos que irão me carcomer. Muito medo.
Quando eu fui morar sozinha, pela primeira vez, descobri que não era um ser tão solitário assim, ao intuir o “homem do banheiro”. O que aconteceu foi que, um belo dia, eu comecei a “desconfiar” que tinha um cara escondido dentro do “box” minúsculo do chuveiro e que ele só saía de lá (pra eu poder tomar banho, por exemplo) se, todos os dias, ao chegar da faculdade, eu fosse imediatamente até o banheiro, acendesse a luz e abrisse a porta de onde ele (não) estava pra que ele saísse (oh God!).
Todas as vezes em que viajo de avião, algo que tenho pavor (não importa quantas mil vezes eu já tenha viajado, eu sempre passo mal), tenho um ritual a ser seguido religiosamente ao qual atribuo o fato de ainda não ter morrido de acidento aéreo (sim, louca!) e, pra piorar, todas as vezes que alguém me indica algo (seja uma prece, simpatia, medicação, meditação ou técnica de relaxamento) este algo passa a integrar meu ritual tornando-o cada vez mais longo e complexo (por favor pessoas, parem de me dar ideias! *sofrendo* ).
Só pra ilustrar um pouco mais a situação, eu tenho sérias crises de ansiedade, acompanhadas da síndrome das pernas inquietas. Na faculdade eu costumava sentar atrás de uma amiga, que invariavelmente me olhava irritada no meio da aula, perguntando a que horas eu ia levantar vôo.
E, não poderia deixar de mencionar, minha compulsão por doces, um período prolongado sem chocolates me deixa num estado de humor lastimável.
Eu tenho uma amiga que falapra caralho muito, e é uma pessoa bastante expressiva, teatral. Vidrada em internet e morando em outro país, utiliza o msn como ferramenta de comunicação. Assim, nos falamos quase que diariamente, seja pra discutir as complexidades do mundo, seja pra falar mal da vida alheia. Ela é adepta daqueles zilhões de bonequinhos retardados que as pessoas usam pra expressar sentimentos (gifs), os quais, a princípio me irritavam profundamente (deixei de conversar pela internet com muita gente porque não suportava linhas com mais de 5 bonecos) e que hoje, com algum constrangimento, admito que não posso viver sem (alguns deles), particularmente quando é pra conversar com ela. Desenvolvemos uma linguagem tão nossa, que mesmo sem usar o alfabeto romano, somos capazes de nos comunicar por alguns minutos só usando os malditos desenhos (livrai-me da demência, amém). Outro dia ela vira e diz: amiga, ando angustiada... cheguei à conclusão de que os “emoticons” me fazem falta na vida real, queria que eles aparecessem na minha frente ao pensar em qualquer deles para expressar uma ideia, porque nem eu própria consigo demonstrar com tanta perfeição o que eu estou sentindo (pedi pra ela parar de se drogar, vamos ver se funciona!).
Uma outra que eu amo, é “control freak” (tem mania de controle), pra vê-la surtar basta omitir-lhe uma informação que ela sabe que você possui, sobretudo se essa informação diz repeito à onde você está e o que está fazendo no momento em que ela telefona. É tanto, que confesso um prazerzinho sádico em sacanear com ela e me negar a dizer. Certa vez eu estava indo a uma sorveteria com outras pessoas e ela ligou: - Onde você está? - Na rua – Fazendo? - Nada demais - Como assim? Com quem você está? - Com a minha irmã e uma amiga. - Aonde vocês vão? - Não sei, depois te ligo! *momento de silêncio e eu sinto a tensão* - Deixa eu falar com a sua irmã! hahahahahaha É cada uma, viu! Já disse pra ela: seu marido é um santo!
Meu irmão, por sua vez (para exemplificar o sexo masculino nessa minha janela da loucura), coleciona doenças e sintomas...reais. Nada de hipocondria, mas tudo psicossomático. Quando algo mais ou menos estressante acontece, toda a família já fica de cabelo em pé, aguardando as manifestações. Além disso, o pobre infeliz padece de um certo grau de sonambulismo: já batemos altos papos noturnos e quase saímos pra passear um dia (enquanto ele dormia).
Enfim, adoro meus amigos e parentes loucos, desequilibrados, obsessivos-compulsivos. Eles fazem a minha vida tão mais divertida.
Eu quando penso em um amigo ou conhecido, logo lembro daquela mania esquisita que o fulano tem e que tanto me irrita e/ou me diverte.
Minhas loucuras se manifestam em compulsões, obsessões, paranóias, fantasias e algumas alucinações. rs
Não sei de terminologias nem dos conceitos apropriados. Tenho algumas noções aprendidas em milhares de sessões de terapia (que às vezes duvido se surtiram algum efeito), mas me divirto apenas observando, ainda que não esteja correta em minhas colocações.
Em se tratando de maluquices, já experienciei e vi muita coisa nessa vida...
Eu, por exemplo, nunca durmo sozinha de luz apagada. É um horror. É apagar a luz e calafrios me percorrem o corpo e fico absolutamente tensa. Tenho conversas internas que me deixam absolutamente perturbada e a única forma de “desligá-las” é acendendo a luz. Acho que espíritos (ou almas penadas, como preferirem) vão se materializar na minha frente para uma conversa. Sem contar a sensação de que a minha cama vai ser tomada por micromosquitos que irão me carcomer. Muito medo.
Quando eu fui morar sozinha, pela primeira vez, descobri que não era um ser tão solitário assim, ao intuir o “homem do banheiro”. O que aconteceu foi que, um belo dia, eu comecei a “desconfiar” que tinha um cara escondido dentro do “box” minúsculo do chuveiro e que ele só saía de lá (pra eu poder tomar banho, por exemplo) se, todos os dias, ao chegar da faculdade, eu fosse imediatamente até o banheiro, acendesse a luz e abrisse a porta de onde ele (não) estava pra que ele saísse (oh God!).
Todas as vezes em que viajo de avião, algo que tenho pavor (não importa quantas mil vezes eu já tenha viajado, eu sempre passo mal), tenho um ritual a ser seguido religiosamente ao qual atribuo o fato de ainda não ter morrido de acidento aéreo (sim, louca!) e, pra piorar, todas as vezes que alguém me indica algo (seja uma prece, simpatia, medicação, meditação ou técnica de relaxamento) este algo passa a integrar meu ritual tornando-o cada vez mais longo e complexo (por favor pessoas, parem de me dar ideias! *sofrendo* ).
Só pra ilustrar um pouco mais a situação, eu tenho sérias crises de ansiedade, acompanhadas da síndrome das pernas inquietas. Na faculdade eu costumava sentar atrás de uma amiga, que invariavelmente me olhava irritada no meio da aula, perguntando a que horas eu ia levantar vôo.
E, não poderia deixar de mencionar, minha compulsão por doces, um período prolongado sem chocolates me deixa num estado de humor lastimável.
Eu tenho uma amiga que fala
Uma outra que eu amo, é “control freak” (tem mania de controle), pra vê-la surtar basta omitir-lhe uma informação que ela sabe que você possui, sobretudo se essa informação diz repeito à onde você está e o que está fazendo no momento em que ela telefona. É tanto, que confesso um prazerzinho sádico em sacanear com ela e me negar a dizer. Certa vez eu estava indo a uma sorveteria com outras pessoas e ela ligou: - Onde você está? - Na rua – Fazendo? - Nada demais - Como assim? Com quem você está? - Com a minha irmã e uma amiga. - Aonde vocês vão? - Não sei, depois te ligo! *momento de silêncio e eu sinto a tensão* - Deixa eu falar com a sua irmã! hahahahahaha É cada uma, viu! Já disse pra ela: seu marido é um santo!
Meu irmão, por sua vez (para exemplificar o sexo masculino nessa minha janela da loucura), coleciona doenças e sintomas...reais. Nada de hipocondria, mas tudo psicossomático. Quando algo mais ou menos estressante acontece, toda a família já fica de cabelo em pé, aguardando as manifestações. Além disso, o pobre infeliz padece de um certo grau de sonambulismo: já batemos altos papos noturnos e quase saímos pra passear um dia (enquanto ele dormia).
Enfim, adoro meus amigos e parentes loucos, desequilibrados, obsessivos-compulsivos. Eles fazem a minha vida tão mais divertida.